quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CONSTANTE FUNDAMENTAL DO UNIVERSO


Nova Física?  

Uma constante fundamental do universo não pode ser tão constante, afinal, de acordo com um estudo novo.
Recentes observações de galáxias distantes sugerem que a intensidade da força eletromagnética - o chamado constante de estrutura fina - na verdade varia ao longo do universo. Em um sentido, a constante parecia crescer quanto mais os astrônomos olharam, em outra direção constante levou em valores menores, com maior distância.
Se confirmada, esta revelação pode mudar o entendimento dos físicos da cosmologia a partir do zero. Pode até ajudar a resolver um enigma principais: Por que todas as constantes da natureza perfeitamente sintonizado para a vida existir?

"Este é um resultado interessante e potencialmente importante que desafia os astrônomos e físicos de partículas para obter uma explicação", disse o astrofísico John Barrow, da Universidade de Cambridge, que não esteve envolvido no estudo novo, mas tem trabalhado com os investigadores no passado. "Pode ser uma dica adicional sobre nova física".

A constante mudança
Astrofísicos que estudam a constante de estrutura fina - conhecida como a constante alfa - por anos, em busca de pistas que podem mudar. Alguns projetos têm encontrado evidências de que a constante não varia, enquanto outras sondas confirmaram a constante de constância. [Os maiores mistérios da] Ciência
Mas as provas da alfa constante da natureza variável foi ambíguo, porque ele também poderia ser devido a uma variação ao longo do tempo, ou em diferentes partes do espaço, disseram os pesquisadores.
Os astrônomos mais longe perscrutar o universo, mais ela tomou a luz que eles vêem para chegar à Terra. Uma vez que esta luz é mais velha, ela representa uma época anterior da história do universo.
Portanto, se os cientistas mediram uma mudança na constante de estrutura fina a partir de observações diferentes, pode ter sido por causa do constante tem valores diferentes em lugares diferentes, ou ele pode ter sido porque tinha valores diferentes em momentos diferentes. Mas a determinação é certo que no caso tem sido um desafio.

Para resolver essa questão, os pesquisadores liderados por John Webb, da Universidade de New South Wales, Austrália, reuniram-se as observações do telescópio Keck, no Havaí, eo Very Large Telescope no Chile - assim, abrangendo tanto os céus do norte e do sul.
"Quando você olha em uma direção, você não consegue distinguir entre a variação no espaço e variação no tempo", co-pesquisador Victor Flambaum, também da Universidade de New South Wales, disse SPACE.com. "Agora há uma cobertura quase completa do céu. A conclusão é: É uma variação no espaço, não no tempo".
Para determinar o quão forte era o alfa constante em qualquer ponto dado, os cientistas mediram a frequência com que os elétrons em átomos diferentes hop seria de um nível de energia para o próximo. Essa freqüência depende da constante de estrutura fina.

Os pesquisadores descobriram que no céu do norte, a constante de estrutura fina fica menor com o aumento da distância, ou como os astrônomos olhar mais longe no tempo. No céu do sul, no entanto, o valor da constante alfa pareceu aumentar o mais distante que parecia.
Como esses dois resultados que contradizem uns aos outros, se a constante alfa varia com o tempo, a constante deve assumir valores diferentes em diferentes áreas do universo, concluíram os pesquisadores.
Por que nós existimos?
Webb apresentou os resultados na semana passada no Conselho Europeu Comum e Reunião Nacional de Astronomia em Lisboa, Portugal. A pesquisa foi submetido à revista Physical Review Letters e aguarda revisão por pares.

Se o estudo for confirmada, ela poderia ser um marco encontrar em astrofísica, os investigadores disseram.
"Acho que este resultado muito emocionante", disse Steve Lamoreaux, um físico da Universidade de Yale, que não esteve envolvido no estudo. "Isso explica a aparente discrepância entre as diferentes análises feitas nos últimos anos.
"Naturalmente, o resultado precisa ser verificadas de forma independente", acrescentou.
Flambaum disse que estava particularmente interessado em que o resultado poderia dizer aos cientistas sobre a origem da vida.

"Este é um puzzle que tem existido por muitos anos", disse SPACE.com. "A menor variação das constantes fundamentais da vida proíbe a aparecer - nós simplesmente não poderia existir."
Para Flambaum e outros, parecia muito de uma coincidência que as constantes do universo - o que inclui os alfa constante e outros como o valor da força da gravidade, ou a força da interação forte que une os núcleos atômicos em conjunto - deve ser perfeito para a construção de estrelas, planetas e vida.
"Agora temos uma explicação", disse Flambaum. "Se constantes fundamentais variam no espaço, só aparecem na área do universo onde as constantes são boas para nós."
Em outras regiões do universo onde as constantes são diferentes, a vida pode estar ausente, ele disse.
Certificando-se

Flambaum admitiu que tais resultados revolucionários precisam de provas ainda mais para ser acreditado, com certeza.
E outros especialistas pode demorar algum convincente.
Helge Kragh, um historiador da ciência da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que tem escrito sobre a história da constante de estrutura fina, disse que é importante para "manter um saudável ceticismo" sobre anúncios como estes, desde que as medições anteriores de variação, como alegações anteriores de que as constantes mudanças ao longo do tempo, foram posteriormente contestadas.
"Se a história é um guia - e muitas vezes não é - os resultados de Webb et al. irão revelar-se insustentável", disse ele.

Flambaum disse que a equipe pretende recolher dados mais distantes do universo, bem como realizar experimentos em laboratório, para testar seus resultados.

"O problema é saber se há desvios sistemáticos que os autores não tenham pensado que podem imitar a aparência de diferentes alfa", disse Barrow. "Eles são uma equipe muito forte e experiente observacional que os dados submetidos a vários testes em busca de preconceito, mas não conseguimos encontrar qualquer medida."


Fundamentais Constant Cosmic 
ShiftyPor Clara Moskowitz
SPACE.com escritor sênior
Enviado: 14 de setembro de 2010-10:32

NASCIMENTO DE ESTRELAS



Prof. Renato Las Casas e Divina Mourão (30/11/98)





HUBBLE FOTOGRAFA O NASCIMENTO DE ESTRELAS EM TODO O UNIVERSO

O telescópio espacial Hubble, há oito anos no espaço, tem revolucionado a Astronomia, respondendo a antigas questões formuladas pela humanidade e trazendo à frente de nossos olhos um universo muitas vezes até então impensado. Como nascem as estrelas? Como são formados os mundos? No final do século XX, cientistas consideram que as discussões sobre os processos fundamentais referentes a algumas dessas questões milenares estão praticamente encerradas devido ao êxito das pesquisas do Hubble.






Nebulosa de Orion



A nebulosa de Orion, nesta época, pode ser observada durante toda a noite.

Nas galáxias, existem muita poeira e gás. Aproximadamente ¾ da massa de uma galáxia está entre as estrelas na forma de poeira e gás.
Uma nebulosa é basicamente uma imensa nuvem de gás e poeira entre as estrelas. Excitadas pela radiação das estrelas vizinhas, as moléculas desses gases, quando voltam ao seu estado fundamental, emitem a luminosidade que faz com que possamos ver a nebulosa.
Uma nebulosa especialmente bela, próxima ao Sol (1.500 anos-luz) e muito observada por astrônomos profissionais e amadores, é a Nebulosa de Orion, assim chamada por se encontrar na constelação de Orion - a referência a essa constelação são as três estrelas conhecidas por Três Marias.
discos protoplanetários


























Somente em uma pequena região dessa nebulosa (2,5 anos-luz de extensão), o telescópio Hubble, em novembro de 95, fotografou mais de 150 estrelas em formação. O mais importante dessas imagens, contudo, é a constatação da existência de discos de poeira e gás em torno dessas estrelas jovens (aproximadamente um milhão de anos).
Nesses discos, 99% são gases e 1% poeira; mesmo assim são opacos à luz emitida pelos gases da nebulosa que se encontram ao fundo, permitindo assim a sua observação. O diâmetro desses discos protoplanetários observados em Orion são da mesma ordem de grandeza do sistema solar.
Essas imagens por si só são extremamente fortes em favor da teoria de que as estrelas se formam pela contração de imensas nuvens de gás e poeira interestelar e que nesse processo, concomitantemente à formação da estrela central, forma-se em torno todo sistema planetário.






NOS QUATRO CANTOS DO COSMO


Também em novembro de 1995, o Hubble surpreendeu os astrônomos de todo o mundo com imagens de uma estrutura nebular na Nebulosa da Águia (Ml6), até então impensada (ela se encontra a 7.000 anos-luz da Terra, na Constelação da Serpente). Nestas fotos é possível ver estrelas se formando sem uma espessa nuvem de poeira em volta. 

As colunas que aparecem nestas fotos são como que paredes de vastas nuvens de poeira e hidrogênio molecular, dentro das quais existem as condições necessárias para o processo de contração que resultará na formação de estrelas. A forte radiação de estrelas recém formadas dentro dessas nuvens empurra os gases menos densos para longe, deixando à mostra as regiões centrais de formação de novas estrelas nas regiões próximas às bordas das nuvens. 

NGC 604 é uma imensa nebulosa (1.500 anos-luz de extensão) que se encontra próxima à borda de M33 (2.700.000 anos-luz da Terra), uma galáxia espiral como a nossa. Detalhes da estrutura dessa nebulosa, obtidos pelo Hubble em agosto de 96, têm clareado muitos pontos referentes à formação das estrelas e à evolução do meio interestelar.



A galáxia M33 e, dentro dela, no quadrado
assinalado, a Nebulosa NGC 604, detalhada pelo Hubble.

COLISÕES AUMENTAM NASCIMENTOS

Nebulosa da Águia






















Colisão entre galáxias é um fenômeno relativamente comum no universo. Em outubro de 94, o Hubble fotografou a Roda de Carruagem (500 milhões de anos-luz da Terra). Ela nada mais é que uma galáxia deformada por uma colisão que acabou de acontecer. Uma das duas galáxias menores, vistas à direita na foto, atravessou a galáxia maior, vista à esquerda. Como uma pedra atirada em um lago que cria uma onda em sua superfície, essa colisão provocou uma onda na galáxia maior que segue empurrando gases e poeira a uma velocidade superior a 600 mil quilômetros por hora.
Na frente dessa onda, em uma região de largura suficiente para conter toda a nossa galáxia, enquanto milhões de estrelas morrem em explosões que emitem grande luminosidade por curtos intervalos de tempo, outras estrelas vão nascendo e emitindo a luz azulada característica de suas altas temperaturas iniciais. 

É essa a origem da forte radiação emitida pelo "anel" da Roda de Carruagem. Essa galáxia, possivelmente, era uma gigantesca galáxia espiral antes da colisão. Os detalhes da imagem têm ajudado muito no entendimento da formação de estrelas de grandes massas, em grandes nuvens fragmentadas. 

Em outubro de 97, o Hubble fotografou a Galáxia da Antena (63 milhões de anos-luz de nós). São duas galáxias em pleno processo de colisão - a duração de uma colisão de galáxias é de alguns milhões de anos; intervalo de tempo curto se trata da vida de uma galáxia.
Na região central (foto do Hubble), próximo ao núcleo das galáxias, são vistos detalhes de até 15 anos-luz de extensão. Os pontos mais brilhantes são aglomerados de estrelas recém-nascidas, emitindo radiação azulada.
      O Hubble descobriu mais de mil desses aglomerados originados pela colisão entre essas duas galáxias, vários deles contendo mais de um milhão de estrelas cada.
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR
A formação do sistema solar e a formação do universo são eventos separados no tempo e no espaço. O universo se formou a 16 bilhões de anos, a nossa galáxia a 13 bilhões e o sistema solar a apenas 4,5 bilhões.
A quase totalidade da massa do sistema solar (mais de 99%) está no Sol. Só na nossa galáxia existem centenas de milhões de outras estrelas como o sol. 

Uma unidade de distância muito usada na astronomia é o ano-luz, que equivale à distância que a luz percorre em um ano, correspondente a 9,5 trilhões de quilômetros. A distância entre a Terra e o Sol é de 150 milhões de Km, ou aproximadamente vinte milésimos de milésimos de ano-luz. A distância de Plutão (o planeta mais distante) ao Sol é de aproximadamente 60 centésimos de milésimo de ano-luz. As distâncias entre as estrelas são muito maiores. Próxima Centauro, a mais próxima do Sol, está a 4,2 anos-luz. O diâmetro de nossa galáxia é de 100.000 anos-luz e o diâmetro do universo conhecido, aproximadamente 30 bilhões de anos-luz.









Comparação entre os tamanhos do Sol e de seus planetas



CONTRAÇÃO NEBULAR
As estrelas nascem, vivem e morrem. Elas se formam devido à contração de imensas nuvens de gás e poeira que existem nas galáxias. Atualmente, há fortes evidências a favor da teoria de que nesse processo, concomitantemente à formação da estrela, forma-se todo um sistema planetário em torno. Teria sido assim com o sistema solar, a 4,5 bilhões de anos.
CONTRAÇÃO E ROTAÇÃO
Alguns fatores já são conhecidos como os responsáveis pelo início do processo de contração das nuvens interestelares; entre eles, uma onda de pressão provocada pela morte de uma estrela vizinha em uma grande explosão. À medida que uma nuvem interestelar se contrai, ela se põe a girar, de maneira semelhante à água de uma pia quando escorre pelo ralo.
ROTAÇÃO E ACHATAMENTO
Quanto mais uma nuvem interestelar se contrai, mais rápido se põe a girar. À medida que gira, vai se "achatando" em um plano. Esse fenômeno é análogo ao que acontece quando giramos uma massa pastosa em torno de um eixo. É assim que muitos pizzaiolos abrem as massas de suas pizzas. Passamos a ter, então, depois de um período de milhões de anos, uma estrela com a massa de quase toda a nuvem primordial se formando no centro de um disco (protoplanetário) de gás e poeira. Mais de 150 estrelas nesse estágio de formação foram fotografadas pelo telescópio espacial Hubble na Nebulosa de Orion.
COLISÃO E AGLUTINAÇÃO
Em mais alguns milhões de anos se formarão os planetas, cometas e asteróides a partir do material do disco protoplanetário. O processo fundamental nessa etapa é o de aglutinação das partículas que colidem umas com as outras, de certa forma semelhante ao processo de crescimento de uma bola de neve.
FOI ASSIM CONOSCO?
Em Física, uma teoria é tão mais aceita quanto maior for o número de situações que puder prever e explicar. A teoria de contração nebular explica quase todas as características mais importantes do sistema solar observadas, como por exemplo, o fato das órbitas de todos os planetas estarem aproximadamente em um mesmo plano e terem o mesmo sentido de giro. Estudos atuais têm procurado explicar a baixa velocidade de rotação do Sol em torno de seu eixo. Cálculos preliminares, com base na teoria apresentada, indicam uma velocidade de rotação para o Sol muito maior que a observada.
Fonte:
Observatório Frei Rosário - UFMG

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

BURACO NEGRO e ASTROS BELÍSSIMOS

 

Telescópio detecta buraco negro gigante engolindo estrela

O buraco negro é o segundo maior já encontrado e tem massa 15 vezes maior que o Sol. Foto: BBC Brasil
O buraco negro é o segundo maior já encontrado e tem massa 15 vezes maior que o Sol
Foto: BBC Brasil

O telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), detectou em outra galáxia o buraco negro mais distante já encontrado. O corpo celeste está acompanhado por uma estrela que, em breve, será engolida pelo próprio buraco negro.

Com uma massa 15 vezes maior que a massa do Sol, este buraco negro também é o segundo maior buraco negro de massa estelar já encontrado. Ele foi encontrado em uma galáxia em formato de espiral, chamada NGC 300, a seis milhões de anos luz da Terra. "Este é o buraco negro de massa estelar mais distante já pesado, e é o primeiro que vemos fora de nossa vizinhança galáctica, o Grupo Local (grupo de galáxias que inclui a Via-Láctea)", afirmou Paul Crowther, professor de astrofísica na Universidade de Sheffield, Grã-Bretanha, e um dos autores do estudo.

O parceiro do buraco negro é uma estrela do tipo Wolf-Rayet, que também tem uma massa cerca 20 vezes a massa do Sol. As Wolf-Rayet são estrelas que já estão perto do fim de suas vidas e expulsam a maior parte de suas camadas superiores para a região que as cerca antes de explodirem como supernovas, com seus núcleos implodindo para formar buracos negros.

Os buracos negros de massa estelar são extremamente densos, os restos do colapso de estrelas muito grandes. Estes buracos negros têm massas que chegam até a 20 vezes a massa do Sol. Até o momento, 20 destes buracos negros de massa estelar já foram encontrados.
 Por outro lado, buracos negros maiores são encontrados no centro da maioria das galáxias e podem pesar entre milhões e bilhões de vezes a massa do Sol.

Dança
As informações coletadas pelo telescópio do ESO mostram que o buraco negro e a estrela Wolf-Rayet dançam um em volta do outro em períodos de 32 horas. Os astrônomos também descobriram que, enquanto eles orbitam em volta um do outro, o buraco negro está arrancando matéria da estrela. "Este é, sem dúvida, um 'casal íntimo'. Como um sistema com uma ligação tão forte foi formado ainda é um mistério", afirmou um dos colaboradores da pesquisa Robin Barnard. Outros sistemas com um buraco negro e uma estrela como companheira não são desconhecidos dos astrônomos.

Baseados nestes sistemas, os astrônomos conseguem ver uma conexão entre a massa do buraco negro e a química das galáxias. "Notamos que os maiores buracos negros tendem a ser encontrados em galáxias menores que contem menos elementos químicos pesados", afirmou Paul Crowther. "Galáxias maiores, que são mais ricas em elementos pesados, como a Via Láctea, apenas produzem buracos negros de massas menores."

Os astrônomos acreditam que uma maior concentração de elementos químicos pesados influencia como uma grande estrela evolui, aumentando a quantidade de matéria que perde, o que resulta em um buraco negro menor quando os restos da estrela finalmente entram em colapso.

Em menos de um milhão de anos será a vez da estrela Wolf-Rayet se transformar em uma supernova e, então, se transformar em um buraco negro.
"Se o sistema sobreviver a esta segunda explosão, os dois buracos negros vão se fundir, emitindo grandes quantidades de energia na forma de ondas gravitacionais", conclui Crowther. No entanto, de acordo com os astrônomos, serão necessários alguns bilhões de anos até que os dois cheguem a se fundir.
BBC Brasil
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Imagem do Dia:                                                                                   NGC 1068 - Ventos de um buraco negro

2010-09-14

Crédito: NASA/CXC/MIT/UCSB/STScI.
Telescópio: Chandra.

Esta imagem composta em raios-X (azul e verde) e no óptico (vermelho) da galáxia activa NGC1068 mostra gás a ser emitido a alta velocidade como vento proveniente do centro de uma buraco negro supermaciço. Na imagem são ainda visíveis regiões de intensa actividade de formação de estrelas nos braços espirais da galáxia. 

Observações realizadas com instrumentos a bordo do satélite Chandra permitiram conhecer a composição, a temperatura e a velocidade do gás ejectado.Estas mostraram que a composição do material de que é formado este vento galáctico é semelhante à da atmosfera do Sol, excepto no facto de conter menos oxigénio, e que possui uma temperatura de 100000 graus Celsius. A velocidade média do gás é de cerca ... 1.5 milhões km/h!

Imagem do Dia:                                              Nebulosa planetária NGC 7009

2010-09-12

Crédito: Bruce Balick, Jason Alexander, Arsen Hajian, Yervant Terzian, Mario Perinotto, Patrizio Patriarchi, NASA/ESA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (HST).

Esta imagem da nebulosa planetária NGC 7009, obtida pelo telescópio Hubble, põe bem em evidência a sua complexa estrutura, o resultado de várias ejecções de material. No seu centro existe uma anã branca extremamente quente. 

Muito ainda falta por compreender sobre a forma como esta nebulosa planetária adquiriu a sua forma actual. Imagine-se a vista espectacular que teríamos se o nosso Sol, daqui a cerca de 5 mil milhões de anos, produzi-se uma nebulosa como esta. NGC 7009, também conhecida por nebulosa Saturno, situa-se na constelação do Aquário a cerca de 400 anos-luz de distância.

Imagem do Dia:                                                  Disco gigante de gás quente em NGC 1700

2010-09-11

Crédito: NASA/Ohio U./T.Statler.
Telescópio: Chandra.

Esta imagem da galáxia NGC 1700 obtida pelo satélite Chandra mostra um estrutura oval de gás quente a milhões de graus Celsius. Estas e outras observações permitiram descobrir, no interior desta nuvem de gás quente, um disco de gás com cerca 90000 anos-luz de diâmetro, fazendo dele o maior disco de gás conhecido. 

Análises do disco revelaram que este se encontra a arrefecer e em rotação. Estes dados levam a crer que NGC 1700 se terá formado devido à colisão de uma galáxia espiral em rotação com uma galáxia elíptica contendo gás quente.

Imagem do Dia: Formação de estrelas em L1641N/NGC 1999

2010-09-10

Crédito: T.A.Rector, B.Wolpa, G.Jacoby (NOAO/AURA/NSF) & Hubble Heritage Team (STScI/AURA/NASA).
Telescópio: 0.9m KPNO.

Situada na constelação de Orionte, esta região de formação de estrelas está a apenas dois graus Sul da conhecida e famosa nebulosa M 42. Nesta imagem podem-se ver vários jactos de gás a serem expelidos por estrelas jovens em formação, escavando buracos nas nuvens de gás e poeira onde as estrelas se estão a formar. 

O objecto brilhante visível na parte de baixo da imagem, à esquerda, é a nebulosa de reflexão NGC 1999 que contém a estrela variável V380 Orionis. Na parte de cima da imagem vê-se o enxame de estrelas jovens L1641N. Este enxame está a iluminar uma outra nebulosa de reflexão. Observações no infravermelho revelaram que nesta região existem mais de 50 estrelas em formação.

Nebulosa da Roseta

2010-09-05

Crédito: T.A. Rector, B.A. Wolpa, M. Hanna, NOAO/AURA/NSF.
Telescópio: NSF 0.9m (Kitt Peak National Observatory).

Esta espectacular imagem da nebulosa da Roseta na constelação do Unicórnio foi obtida com o telescópio de 90 cm da National Science Foundation localizado no Observatório de Kitt Peak, no Arizona (EUA). A Roseta, também conhecida por NGC2237, é uma região activa de formação de estrelas, cujo brilho é devido à emissão de radiação ultra-violeta proveniente de estrelas jovens e quentes que se encontram no seu interior. Os ventos estelares devidos a estas estrelas têm escavado a região central da nebulosa, dando origem ao "buraco" que se vê nesta imagem. Esta nebulosa, situada a cerca de 2600 anos-luz de distância, ocupa uma grande região no céu, sendo a sua área superior a seis vezes a área da lua cheia


 Fonte:
Portal do Astrónomo -Pt.
www.portal do astronomo.org

domingo, 12 de setembro de 2010

GALÁXIA DO GIRASSOL - M63




Galáxia do Girassol ou M63


Essa imagem aqui reproduzida mostra uma brilhante galáxia do céu do norte, Messier 63 está localizada a aproximadamente 25 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Canes Venatici. Também catalogada como NGC 5055, essa maravilhosa ilha do universo tem aproximadamente 100.000 anos-luz de comprimento, ou seja, o tamanho aproximado da Via Láctea. 
 
Conhecida pelo nome popular de Galáxia do Girassol, a M63, possui um brilhante núcleo amarelado e braços espirais azuis, atravessada com linhas de poeira cósmica e respingada com regiões rosas de formação de estrelas. Essa exposição profunda também revela uma enorme quantidade de arcos apagados que se estendem para longe do halo acima do plano galáctico mais brilhante. 
 
Por meio de uma colaboração entre astrônomos amadores e profissionais é possível mostrar que os arcos são consistentes com jatos provenientes de galáxias satélites menores, perturbadas pela força de gravidade a partir do momento que se fundem com a M63 em um processo que está acontecendo pelos últimos 5 bilhões de anos. A descoberta desses arcos é parte de conjunto de evidências que defende que o crescimento de grandes galáxias espirais se dá pelo canibalismo de galáxias menores e é um processo comum observado no universo próximo.
Créditos: APOD
 
sábado,11 de setembro de 2010

NANOARTE UNE CIÊNCIA - Video


Projeto Nanoarte une ciência e arte em vídeos e fotografias
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Imagens obtidas de partículas de dimensões nanométricas de materiais cerâmicos
Pesquisadores ligados ao Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) e ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Materiais em Nanotecnologia (INCTMN) que atuam nas áreas de microscopia eletrônica e difusão do conhecimento acabam de lançar o projeto Nanoarte. A iniciativa documenta em vídeos e fotos imagens com partículas de dimensões nanométricas de materiais cerâmicos. “A idéia é popularizar o que chamamos de nanomundo dos materiais e estimular a curiosidade científica por meio de belas imagens obtidas em microscópio eletrônico de altíssima resolução”, descreve o professor Antonio Carlos Hernandes, do Departamento de Física e Ciência dos Materiais do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.

O projeto já tem disponibilizado quatro vídeos no site Youtube com duração média de dois minutos. Os vídeos resultam de uma edição feita de três DVDs produzidos pelo projeto. “Cada um dos DVDs possuem três vídeos de cinco minutos”, conta Hernandes. Atualmente, os vídeos são exibidos a alunos do ensino público fundamental e médio que visitam o IFSC. “Além de terem acesso às fotos e vídeos, posteriormente enviamos a eles os links”, conta o professor. Além disso, ele lembra que os DVDs também são enviados às unidades escolares da região.

Primeiras produções
As exposições de fotos começaram no ano passado. Em alguns centros culturais da região, os pesquisadores expuseram as fotos produzidas em tamanho 40 centímetros (cm) por 50 cm. “Durante as exposições, um pesquisador atua como monitor explicando princípios da nanotecnologia”, conta Hernandes.
O primeiro vídeo foi produzido em agosto de 2008. Segundo o professor Hernandes, ainda não há no projeto um objetivo didático, mas as produções mostram essa possibilidade.

<a href="http://youtube.com/watch?v=hYJX8qN8dWY">http://youtube.com/watch?v=hYJX8qN8dWY</a>

As imagens são obtidas, em preto e branco, com a utilização de um microscópio de altíssima resolução — isto significa aumentos de 50 a 60 mil vezes. Durante certo período de tempo, são catalogadas e selecionadas. Depois são coloridas em um programa específico de computador e, posteriormente, é definida a trilha sonora. “É um trabalho artístico em equipe e o resultado final é prazeroso e motivador”, descreve Hernandes.

As fotos são obtidas de alguns óxidos produzidos na forma de pó, com dimensões nanométricas. “Esses materiais são usados em nossas pesquisas na fabricação de sensores e em dispositivos para a geração de luz branca”, descreve o professor. Os pesquisadores selecionam as fotos que tenham alguma associação com imagens comuns do cotidiano para serem produzidas. A arte e a animação dos vídeos, bem como a inserção de cores e da trilha sonora, são feitas pelo técnico em microscopia eletrônica, Rorivaldo de Camargo, e pelo mestrando Ricardo L.Tranquilin, ambos do CMDMC.

Hernandes conta que a idéia do projeto surgiu no CMDMC, que é um dos Centros de Pesquisa Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e no INCTMN. “A iniciativa foi do professor Elson Longo, do INCTMN, professor do Instituto de Química da Unesp.
O CMDMC e o INCTMN são formados por grupos de pesquisadores da UNESP/Araraquara, UFSCar, USP e IPEN. As duas entidades estão sediadas no Instituto de Química da UNESP de Araraquara. A vice-coordenação do INCTMN está no Instituto de Física de São Carlos da USP.

Os DVDs do projeto Nanoarte estão disponíveis aos interessados e podem ser adquiridos gratuitamente. Os pedidos devem ser feitos pelos e-mails do professor Hernandes (hernandes@ifsc.usp.br); e Elson Longo (elson@iq.unesp.br).
Mais informações: (16) 3373-9828, com o professor Antonio Carlos Hernandes; e-mail hernandes@ifsc.usp.br

  Nanotechnology - Nanotecnologia 

Nanoarte 2 - Dança da natureza

cmdmc 39 vídeos

cmdmc | 8 de dezembro de 2008
Nanoscience and nanotechnology: time to be nanoart /Nanoscience/ is starting...
cmdmc | 8 de dezembro de 2008
Nanoscience and nanotechnology: time to be nanoart

/Nanoscience/ is starting to turn into /nanotechnology/, and development of a variety of anticipated applications are now beginning to be realized. Somewhere between solids and molecules is the domain of nanoparticles where properties are expected to differ from those of the solid state and from those of typical molecules. In fact, nanoscale materials with at least one dimension smaller than 100 nm exhibit remarkable properties that are often not observed for their bulk counterparts. The origin of the dramatic modifications to physical and chemical properties at nanoscale dimensions is an area of demanding interest. However, /Nanoscience/ is old as the world. In fact, nanomaterials are synthetized in a rather large number of animals and bacteria, and they have been used for more than 2000 years as dyes in
painting because their colors differ with their sizes and shapes.

The field of nanosciences and nanotechnologies can thus open an entrance door to see the world at nanoscale dimensions. These new physical and chemical properties or phenomena will not only satisfy everlasting human curiosity, but also promise new advancement in technology. Then, /Nanoart /is a discipline that can be located in a research area where
art-science and technology converge. Nanoart yields nanostructures created by scientists by means of chemical and/or physical processes and they are visualized with powerful tools like atomic force microscopy. In this way, the joint use of both and science is capable to transform complex systems in simple to understand the origin, and then, control these novel properties with innovative technological applications can be attained.

Les nanosciences et les nanotechnologies: le temps des nanoarts

La nanoscience commence à se transformer en nanotechnologie, et le développement d'une variété d'applications anticipées commencent maintenant à se concrétiser. Quelque part entre les solides et les molécules est le domaine des nanoparticules où les propriétés devraient différer de celles de l'état solide et de celles des molécules typiques.
En fait, les matériaux nanométriques avec au moins une dimension inférieure à 100 nm présentent des propriétés remarquables qui ne sont généralement pas observées pour les matériaux massifs. L'origine des modifications spectaculaires des propriétés physiques et chimiques à des dimensions nanométriques est un domaine d'intérêt exigeant. Toutefois,
la nanoscience est vieille comme le monde. En fait, les nanomatériaux sont synthétisés dans un assez grand nombre d'animaux et de bactéries, et ils ont été utilisées depuis plus de 2000 ans en tant que colorants dans la peinture car leurs couleurs diffèrent avec leurs tailles et formes.

Nanociência está começando transformar a nanotecnologia e o desenvolvimento de uma variedade de inovações esta iniciando agora.

Algures entre sólidos e moléculas é no domínio das propriedades das nanopartículas em que se espera uma diferenciação entre o estado sólido.

Nanociencia está empezando a convertirse en la nanotecnología, y el desarrollo de una variedad de aplicaciones previstas están comenzando a hacerse realidad. En algún lugar entre los sólidos y moléculas es el dominio de las propiedades de las nanopartículas, donde se espera que difieren de las del estado sólido y de las de las moléculas típicas. De
hecho, los materiales a nanoescala con al menos una dimensión menor a 100 nm presentan notables propiedades que no se observa a menudo a sus homólogos a granel. El origen de las modificaciones radicales a las propiedades físicas y químicas en las dimensiones de nanoescala es un área de interés exigentes. Sin embargo, Nanociencia es viejo como el
mundo.

Uf dem Anger - Were diu werlt alle min - Carmina Burana
Vivaldi - Concerto para violoncelo em Lá menor
Johann Christian Bach - Concerto para viola em Dó Menor

Sugestões